Boa noite gente !
Levando um pouquinho a revolta da Vacina para outros rumos, vamos falar da Fundação Oswaldo Cruz, uma ramificação com certeza importante da nossa revolta !
Como todos nós sabemos, Oswaldo Cruz foi o médico e sanitarista que quis furar todo mundo em 1904 com a vacinação obrigatória. Também sabemos que a intenção dele foi boa, mas a abordagem para com os cidadãos foi péssima. Qual é, né, podia dizer que aquela picadinha era pra salvar a vida de milhares de pessoas e deixar a cidade mais bonita e rica.Com certeza o povo seria o primeiro a apoiar. Eu pelo menos apoioaria. Mas, optando pelo método errado, gerou a revolta de todo mundo.E aí deu no que deu.
E falando sobre a FioCruz: a historia da Fundação Oswaldo Cruz começa em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, inaugurado com o objetivo de fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica. Em 1902, Oswaldo Cruz assumiu a diretoria do Instituto e ampliou as atividades dela, que passaram a incluir a pesquisa básica aplicada e a formação de recursos humanos, deixando de se restringir à fabricação de soro antipestoso. Em 1903, foi declarado o Diretor Geral de Saúde Pública, algo como o nosso Ministro da Saúde e utilizando o instituto, promovou várias campanhas de saneamento e vacinação obrigatória na cidade do Rio de Janeiro e a partir daí a gente sabe.
Em poucos meses, com o extermínio dos ratos e pulgas, a incidência de peste bubônica diminuiu. Assim, mesmo enfrentando uma oposição cerradae a Revolta da Vacina, em 1904 o sanitarista obteve sucesso, recebendo a medalha de ouro na Exposição de Berlim, anexa ao XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia, em setembro de 1907.
E assim nasceu o Instituto Oswaldo Cruz, que mais tarde incorporaria a Fundação de Recursos Humanos para a Saúde (posteriormente Escola Nacional de Saúde Publica, ENSP) e o Instituto Fernandes Figueira (IFF) e esse complexo foi chamado de Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Oswaldo Cruz conseguiu transformar um instituto produtor de soro e vacina contra a peste bubônica em um centro de excelência reconhecido no mundo todo não só na produção de diversas soluções para a saúde, mas também em pesquisa e ensino. É claro que, ao longo de 109 anos de existência, a Fiocruz teve seus problemas: enfrentou descontentamento popular, crise financeira, perda da autonomia, ditadura militar. Mas seus pesquisadores triunfaram. Hoje, a Fiocruz se insere em uma paisagem bem diferente da do início do século XX. Continua, porém, sendo símbolo de vanguarda científica e de um novo pensamento para a saúde pública, voltado para a promoção da saúde para brasileiros.
imagem: http://www.fiosaude.org.br/node/118

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